Vale a pena usar Ubuntu?

Ja não é de hoje, que diversos portais de tecnologia sobre Linux, abordam que existem distribuições super fáceis de utilizar, sem inclusive ter que recorrer ao uso do terminal. Deixando para traz aquele mito de que Linux era difícil, ou de que Linux era só para programadores, entre outros. Então resolvi fazer um teste, e em 2016 resolvi instalar o Ubuntu na minha maquina, sem recorrer o terminal para nada, para ver se de fato eu conseguiria configurar a maquina para usar sem maiores dificuldades. Reunindo a minha experiência de 2016, com as experiencias que tive nos últimos anos, através dessa matéria vou abordar se vale a pena usar Linux Ubuntu.

O significado da palavra Ubuntu é “sou o que sou pelo que nós somos” se trata de um termo zulu que identifica algo como se fosse uma filosofia de vida. O Ubuntu foi desenvolvido pela empresa Canonical na Africa do Sul, empresa que hoje possui Sede em Londres, na qual contei sobre sua história nessa matéria daqui do Portal.

Minha experiência

Quando em 2016 terminei a instalação, abri a loja do Ubuntu (que foi substituída atualmente pra Gnome Software), e comecei a procurar e instalar os programas que desejava. Quando pluguei o pendrive na maquina e tentei assistir um vídeo que estava em mp4, o sistema me disse que não possuía suporte mas me perguntou se eu queria habilitar o mesmo e me levou novamente para a loja do Ubuntu, onde com alguns cliques eu consegui habilitar os plugins necessários para meu sistema e consegui assistir os vídeos em mp4 e outros formatos.

Identidade visual do Sistema

A interface gráfica do Ubuntu, era o Unity, que dava uma identidade única ao sistema, assim como quando olhamos para a interface que esta em um Mac, temos uma identidade do MacOS com aquele Dock na parte de baixo e o conjunto de ícones, assim tínhamos a identidade do Ubuntu com o Unity, o Dock na parte lateral com o Dash que continha a logo e acessava de maneira prática o menu de aplicativos, eram marcas registradas do Ubuntu. Você via uma maquina com aquela interface e logo identificava que se tratava do Ubuntu. Mas todos que se arriscam a fazer algo muito fora do padrão, pode ser alvo de grandes criticas, e a interface recebia diversas criticas, por ter sido criada em cima de modificações no Gnome 3, o que dava a impressão de gambiarra para muitos. Inclusive ocorriam muitas criticas quanto ao mal funcionamento da mesma, devido ao compositor de janelas utilizado, o defasado e pesado Compiz.

Pensando no futuro a Canonical decidiu reescrever sua interface do zero, criando algo mais leve, bonito e funcional, deu-se inicio ao desenvolvimento do Unity 8 e de seu protocolo para substituir o Xorg, o Mir. Foram anos e anos de desenvolvimento para criar algo melhor, que mantivesse a identidade do Ubuntu e trouxesse inclusive a capacidade de convergência entre desktops e smartphones.

Contudo devido a uma reestruturação financeira que ocorreu na Canonical, a empresa que mantém o Ubuntu, ocorreram cortes de custos para focar no que de fato dava lucro para a empresa, Servidores OpenStack, nuvem e IoT (talvez pensando numa futura IPO), e a mesma decidiu desistir do desenvolvimento da própria interface, adotando assim uma já existente, no caso a Gnome Shell.

Motivos para usar Ubuntu

Um dos motivos para se utilizar Ubuntu, são a quantidade de materiais disponíveis na internet. Se tornou muito mais fácil encontrar alguma coisa sobre o Ubuntu, do que para demais distribuições Linux. Tanto é que o Ubuntu acaba sendo sinônimo de Linux para muitas pessoas, muitos desconhecem a existência de distribuições, achando que o Linux se trata apenas do Ubuntu, ele acaba sendo a porta de entrada no mundo Linux para diversos usuários. Foi a primeira distribuição que testei, e depois as pessoas vão conhecendo outras distribuições e acabam se aventurando por outros sistemas Linux.

Como abordado anteriormente o Ubuntu hoje em dia traz o Gnome Shell como interface gráfica padrão, que traz diversas melhorias assim como a facilidade da instalação dos programas através dos pacotes snap, que chegaram junto com os flatpacks para diminuir a fragmentação de instalação de programas no mundo Linux. Apesar de ser fácil encontrar programas empacotados em formato .deb a tendencia esta mudando para os novos formatos.

O instalador é super fácil, acompanhando alguns vídeos e matérias na internet, uma pessoa consegue em pouco tempo criar um pendrive bootável e instalar o sistema. E nesse ponto, considero a instalação do Ubuntu, mais fácil do que a do próprio Windows por exemplo, pois se você não entende muito de particionamentos, ele ja particiona tudo pra você não ter dores de cabaça.

Assim que terminar a instalação, basta pela loja de aplicativos Gnome Shell, clicar em atualizar o sistema, tudo vai fluir de maneira fácil, pratica e objetiva. Então vira o momento da instalação dos programas.

Sendo produtivo com o Ubuntu

Agora chegou o momento de deixar sua máquina pronta para trabalhar, se esse for um de seus objetivos, ou seu objetivo numero 1. E para isso a plataforma esta repleta de programas que vão lhe auxiliar para que você consiga produzir os trabalhos que precisa com o sistema.

Se você precisa criar textos, planilhas e slides, o sistema já vem por padrão com o Libreoffice, super fácil de aprender a trabalhar, estando com o menus em português, sendo bastante intuitivo e possuindo diversos tutoriais na internet explicando como executar alguma função que você ja estava acostumado no MS office. Contudo se os recursos ou a forma de trabalhar do Libreoffice não lhe deixar satisfeito, você ainda possui opções como o WPS e o Free Office, que vão lhe proporcionar outras formas de trabalhar, e mais próximas do MS office. E por ultimo se nada lhe agradar pode escutar o MS office pelo Wine, ou por uma maquina virtual com Windows instalado na sua máquina.

Designers e produtores de conteúdos encontram programas como Gimp e o Krita para ser tão produtivo quanto no Adobe PhotoShop, e para substituir o Corel Draw, temos o Inkscape. Para edição de vídeos, temos o Kdenlive, o Lightworks, além do querido DaVinci Resolve, que esta crescendo cada vez mais na edição de videos, disponível para Macs Windows e Linux.

Para outras áreas que precisam de programas mais especificos vale a pena uma pesquisa na internet para ver se o seu programa tem uma versão para Linux, ou quais programas podem fazer a mesma função deles.

Entretenimento

Após a instalação e atualização chegou a hora de começar a instalar os programas para seu entretenimento. Para streaming que você pode acessar pelo navegador, seja Spotify, Netflix, Amazon Prime entre outros, o navegador Google Chrome se torna um grande aliado, possuindo uma versão nativa para Ubuntu, bastando fazer o Download em formato .deb e escutar a instalação criando no mesmo. No caso do Spotify também existe uma aplicativo padrão. Bastando fazer o Download do mesmo.

Caso haja interesse por jogos, existe um cliente da nativo da Steam para Ubuntu, fácil e pratico de instalar, na qual vai possibilitar a instalação de diversos jogos para que você possa desfrutar na sua maquina.

Considerações Finais

Vale muito a pena utilizar a distribuição Linux Ubuntu, um sistema bonito, seguro e altamente customizável, possuindo uma grande variedade de programas disponíveis, além de diversos tutoriais para lhe auxiliar. Instalação de driver da Nvidia pela interface gráfica, boa disponibilidade de jogos pela Steam, além de vários programas para lhe tornar mais produtivo. Se trata de uma plataforma bem robusta, capaz de lhe dar uma boa experiencia com uma distribuição Linux.

Caso você esteja na dúvida quanto a testar o Ubuntu, segue o link da página para downloads. Lá você vai encontrar o Ubuntu com Gnome que é a interface padrão, e os Flavors que são o Ubuntu com outras interfaces gráficas.

E você, já testou ou pensa em testar a distribuição Linux Ubuntu? Deixe aqui um comentário sobre a sua experiência com o sistema.

Segue abaixo um vídeo que fizemos no canal sobre o assunto:

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